Apresentação do website11.09.2021
Revista KWY (1958-1963)
15h00 | Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva Intervenções de Filipa Candeias, Rita Macedo, Fernando Rosa Dias e Ana João Romana

 

Fundada em 1958 por René Bertholo e Lourdes Castro, a revista KWY nasce de forma espontânea no Boulevard Pasteur, em Paris, espaço de habitação e trabalho dos dois artistas. Originalmente concebida como um meio de comunicar e de partilhar ideias, conteúdos e modus operandi foram desde o início indissociáveis. Bertholo tinha descoberto uma nova seda de serigrafia – um tecido de nylon com uma trama muito fina - que iria revolucionar a técnica serigráfica até então usada em Lisboa. A técnica da serigrafia permitiu a replicação - nos primeiros números reduzida a baixas tiragens de 60 exemplares -, mas também o uso da cor, o que marcava a diferença num universo editorial onde prevalecia o preto e branco.

A KWY, revista-objecto, construiu-se à medida da teia de relações que os seus membros iam criando ou fortalecendo, sem anúncio de programa, filiação ou manifesto. Amigos que vinham dos tempos das Belas Artes e das tertúlias no café Gelo, em Lisboa, como Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, João Vieira e José Escada, integraram naturalmente o corpo editorial da revista. Foram eles que, logo em 1957, em entrevista dada ao Diário Ilustrado (17 Dez.) a propósito da exposição realizada na Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, anunciaram a dificuldade de trabalhar e viver da pintura em Portugal. Acabariam por emigrar para Munique, Paris e Londres, beneficiando a dada altura de bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian. A estes expatriados juntaram-se dois estrangeiros, o alemão Jan Voss, com quem Lourdes, René e Costa Pinheiro haviam travado conhecimento em Munique, em 1957, e o búlgaro Christo Javacheff, amizade recente de Paris. Os oito formaram o Grupo KWY, que a partir de 1960 se apresentou como colectivo em exposições. Filipa Candeias

 

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